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GAY

10/09/2009

 

Depois que descobri que sou gay, a pessoa que eu mais temia contar era a minha mãe e ao mesmo tempo a pessoa que eu mais queria poder dividir. Ela era minha melhor amiga, queria que ela me conhecesse por inteiro. Mas eu tinha medo de que ela ficasse decepcionada, me expulsasse de casa, nunca mais olhasse na minha cara. Eu tenho tendência em criar fantasias super dramáticas. Porem nesse caso acho que a maioria das pessoas passa por esse temor. “Minha mãe vai me odiar!”

 

Quando você está no armário, se relacionar com os outros gays não é tão fácil. Principalmente se você está naquela fase de querer namorar. Se ele é assumido, vai querer que você se assuma também. Vai defender que é melhor viver fora do armário, não viver uma mentira. Claro que isso é verdade. É muito melhor viver uma verdade, seja ela qual for. Porem nem sempre é assim tão fácil. Eu brinco as vezes com minha familia, que sou a ovelha negra. Porque seja qual for a minha realidade, quero compartilhar com eles. Hoje em dia a familia toda sabe de LITERALMENTE tudo! Mas foi por acaso, alguem me viu no You Tube um video comigo promovendo o Andy, ai rolou uma “rádio peão” e a notítica se espalhou. De verdade foi melhor assim. Dá um alivio saber que você não precisa mais ficar vivendo uma personagem.

 

Acho que viver personagens faz parte da vida. Vivemos personagens dentro da familia, no trabalho, entre os amigos, com o namorado. Mas de um jeito saudavel. Ser gay e viver uma personagem não acho nada saudavel. Cansa né?

 

Um dia cansei, estava namorando um chato, que vivia me pentelhando pra eu me assumir. Eu já não aguentava mais. Então começei o processo “mãe o gato subiu no teclado e ele era gay“. Como já disse antes, ela foi a melhor mãe do mundo, super carinhosa, sempre presente. Um dia veio dizer que me amava. Eu disse “Só me ama 70%“. Ela deu risada sem entender. E ficou algumas semanas querendo saber porque eu estava dizendo isso. Mas nunca rolava a oportunidade certa pra eu explicar o porque. Até que um dia voltando pra casa, ela no volante. Ela séria me perguntou porque eu estava apertando nessa tecla toda hora. Eu cai no choro. Não conseguia nem falar direito. Ela perguntou “Você está envolvido com drogas meu amor, é isso? “.

 

Eu achei aquilo tão engraçado que acabei me acalmando. Eu respondi que não, que não era nada disso, que era algo mais grave. Bobo! Mas na epoca eu achava isso o fim do mundo. Então contei! Ela reagiu da melhor forma possível, não chorou, não fez drama. Disse que isso não mudava quem eu era, que fazia parte de quem sou. Mas disse que ficava preocupada porque eu teria uma vida solitária e tirando isso eu poderia ter certeza que ela me amava 100%. Quando chegamos em casa, ela me abraçou bem apertado e disse pra eu contar com ela com o que precisasse. Ainda disse que queria conhecer o meu namorado na epoca. Por uma luz divina acabei terminando com ele antes dela conhecer a criatura.

 

Antes dela falecer ela conviveu dois anos com um ex-namorado. O acolheu como um filho. Sempre me deu provas de que ela estava realmente do meu lado e que ser gay não tinha mudado nada entre nós. Alguns anos mais tarde, descobri, que no começo era sofreu escondida. Não porque achava errado ser gay, ou por causa daquele papo de galera ignorante “Meu filho você vai pegar Aids!“. Eu ABOMINO gente que fala isso. Mas voltando, ela estava triste porque ela sonhava com um mini André, ela queria um neto e sabia que ser gay dificultava bastante essa possibilidade. Com o tempo acabou passando.

 

Por isso digo, viva sua verdade. Mas tenha consciência que existe hora e lugar pra se expor. Nem toda familia vai aceitar numa boa. Tem mãe que vai virar a cara, tem pai que bate, tem alguns que expulsam de casa. Nem todo mundo lida com essa informação numa boa. Por isso existe uma hora e um lugar. Se você ainda vive com seus país e depende deles. Espera, ou pelo menos investigue o que eles pensam sobre o assunto. Mas cuidado, as vezes eles são super tranquilos com o assunto, quando o assunto não é o filho deles. Mesmo que demore, viva sua verdade. Eu acho muito triste quando pra viver uma personagem que os outros esperam, alguns gays casam, tem filhos e vivem uma vida dupla durante anos. Não vale a pena! Um exemplo que adoro quando esse assunto vem a tona é o filme “Brokeback Mountain“. Quem quer terminar como o Enis, frustrado, sozinho e dizendo “eu prometo“ pra uma camisa velha e suja? :P

 


Escrito por Andy O´Neill às 17h24 Comentários Envie

Miles Away

07/09/2009

 

One year walk / beard grow time lapse

by Christoph Rehage

De 9 de Novembro de 2007 à 13 de Novembro de 2008

1 ano a pé  – 4646km

 


Escrito por Andy O´Neill às 05h56 Comentários Envie

Amazing

06/09/2009

 

A artista brasileira Nele Azevedo fez cada uma das frágeis esculturas à mão, mas, em menos de meia hora, elas se transformaram em água, um símbolo da mudança climática e do aquecimento global.O evento artístico faz parte de uma campanha da organização WWF, que divulgou um estudo dizendo que as consequências do derretimento das calotas polares podem ser muito mais graves do que se acreditava. Segundo a pesquisa, o aquecimento do Ártico levaria a inundações que podem colocar em risco um quarto da população mundial.

 

"Eu simplesmente produzo [as esculturas] e as dou de presente. Minhas intenções são mais poéticas do que políticas", diz Azevedo.

 

 "Eu acredito que a arte não pode fazer muito, mas pode tocar os corações das pessoas e talvez mudar alguma coisa dessa maneira."

 

Incrivel, não?

Fonte: Folha Online

 

 

 


Escrito por Andy O´Neill às 14h50 Comentários Envie


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